terça-feira, 30 de setembro de 2014

Foca na Viagem!

Olá, tudo bem? Espero que sim!

Eu devo admitir que eu tenho usado meu espaço aqui no blog para meus desabafos e, sabe, escrever sobre eles tem me ajudado bastante, ainda mais considerando que eu não sou uma pessoa que gosta de falar muito... mas adoro escrever. Sei que me expresso melhor assim. Mas tenho postado demais sobre isso e o que eu quero mesmo é focar nas minhas viagens!

E tenho dito, rs!

  
Escrever o que eu sinto, o que eu penso, o que eu gosto e o que não gosto, minhas dúvidas e outras questões íntimas acaba sendo uma forma de auto terapia, visto que ir às sessões com psicólogas diferentes nunca deu em nada pra mim.

Mas a questão é que eu não me sinto à vontade depois que posto. Adoro que vocês comentam e me ajudam a enxergar por outras perspectivas, abrem os corações de vocês também e isso me faz um bem danado. Aliás, muito obrigada pra sempre às meninas que comentam aqui, viu? Vocês fazem eu me sentir melhor! #muitamor

Quando eu me propus começar esse blog, meu interesse maior era - e ainda é - fazer um diário das minhas viagens, desde as ideias de viajar, passando pelo dia-a-dia da viagem em si, até minhas conclusões e considerações depois que eu voltava pra casa.

Sim, eu também considerei falar da minha viagem interna, minhas transformações como pessoa, meu crescimento... Isso meio que está intrínseco em todo o processo que envolve viajar. No entanto, há períodos em que as "águas do rio da vida" estão mais turbulentas e eu acabo me desvirtuando muito nessas questões e colocando no blog assuntos profundamente íntimos que talvez eu não devesse trazer à tona, sabe? Não desse modo.

Não nego que é bom fazer isso de escrever para me curar. Eu passei boa parte da minha vida engolindo sapos em prol de fazer os outros felizes e deixá-los sossegados... Mas o preço que eu paguei só foi alto pra mim: todo mundo ficou de boa e eu fui me tolhendo, esquecendo de mim, murchando a alma. Ainda tenho resquícios desse modo de agir, mas estou tentando mudar velhos hábitos para me tornar alguém melhor - começando por ser melhor comigo mesma.

O tempo vai passando e a vida vai nos ensinando lições grandiosas que não podemos ignorar, pois nos atingem de cara. Creio que somos ensinadas (sim, especialmente as mulheres, dependendo da cultura e dos valores de cada família/ sociedade) a cuidarmos muito dos outros, do que é externo, do que está de fora. Raramente somos encorajadas pelas outras pessoas a olharmos o que temos por dentro, quem somos, a cuidarmos dos nossos sentimentos e vontades.

Isso desemboca, pelo que vejo em mim e em muitas, a sermos guerreiras para salvar os outros, mas umas fracas para nos auto apoiar. Damos o sangue pelas nossas amizades, pelos nossos namorados, pelas nossas famílias, pelos nossos filhos, pelo nossos trabalhos, pelas nossas comunidades. E é comum que boa parte de nós vai se ocupando com tantas coisas e pessoas que não nós mesmas, que vamos nos abandonando... Viramos nossas próprias inimigas.

Assumimos uma postura passiva e esperamos sentadas que alguém venha nos salvar, nos perguntar se precisamos de algo, nos vasculhar e brigar com a gente pelo nosso "próprio bem". Esperamos que outro ser reconheça o nosso valor.... e nos liberte de nós mesmas, da nossa culpa, da nossa vergonha, da nossa covardia em relação às pessoas mais importantes do mundo para nós mesmas: nós mesmas.

Não sei se apenas repetimos conosco o que as pessoas sempre fizeram com a gente (exemplo: se sempre fomos ignoradas pelos outros, acabamos nos ignorando também; se você sempre foi rotulada como feia pelos outros, quando se olha no espelho você diz pra si mesma que é feia) e assim vamos nos anulando

A opinião, o gosto e o desejo alheios acabam sobrepondo os seus e te massacrando. O resultado? Você vai apagando a sua luz, não se conhece mais, não sabe das suas próprias opiniões, não consegue tomar decisões sozinha, sempre pergunta pros outros o que deve fazer, o que deve aceitar, o que deve pensar. Sua vida fica nas mãos que não são as suas.





Para mim, o que eu acabei de descrever é o que chamo de um dos piores jeitos de "morrer em vida" e, por um bom período da minha estrada, eu quase morri de vez por causa disso. Sabe o que mais me indigna? É que há uma multidão de pessoas vivendo desse jeito, muitas vezes sem nem se dar conta. Eu estou lutando para voltar a ser a destemida e questionadora que sempre fui, que confia em si mesma e encara o mundo de peito aberto.

E isso inclui VIAJAR. Não só viajar em pensamento ou viajar através de livros (ambos essenciais e saudáveis, desde que sem exageros), mas viajar fisicamente mesmo. Porque, bem, se a gente pensar direitinho, viajar se abrindo para o mundo nunca é apenas físico, isso seria restringir insanamente o real sentindo de viajar.

Portanto, o que eu quero dizer aqui é que eu ando perdendo meus trilhos. A autoanálise é importante, mas, como tudo na vida, não podemos ficar presas somente nessa estação. Precisamos complementar a experiência com exercícios práticos - uma coisa alimenta a outra e nos enriquece pessoalmente  e como cidadãos do mundo.


(imagem de: mensagens10.com.br)

Hoje dei uma olhada nos meus últimos posts e me incomodou que, no meu blog sobre viagens, tava rolando uma quantidade extra de postagens sobre temas extremamente íntimos que me fazem sentir exposta em carne viva e que, por outro lado, provavelmente não interessem às pessoas que chegam aqui. 

Resolvi que quero buscar um equilíbrio maior entre os assuntos que divido com vocês e, desse modo, focar em assuntos mais leves e divertidos em posts mais curtos e frequentes,  sem perder a qualidade do conteúdo e sem me tornar superficial. Olha, é uma equação complicada, viu? rsrsrs! Mas eu chego lá! ;)

Nessa onda toda problemática, rs, eu me sinto muito contraditória ultimamente quanto à minha empolgação para uma próxima viagem, tanto faz se é uma viagem pequena de dois dias para o litoral sul ou se é uma viagem de volta ao mundo durante um ano.

Tenho observado que eu continuo gastando o pouco dinheiro que ganho em besteiras que me fazem mal (como alimentos tipo junkie food), como em roupas (algumas que nem cabem em mim) e sapatos (super altos que eu sei que não vou usar) em promoção. Nenhuma dessas coisas eu ando precisando, pelo contrário, já as tenho em excesso. Mas não posso sair de casa que acabo gastando uma grana que fará falta depois, quando eu quiser embarcar numa viagem :/

A contradição está que eu também tenho comprado livros e revistas sobre viagens e fico lendo e sonhando, planejando na minha cabecinha agora confusa, meus próximos destinos. Eu sei que sonhar é necessário, mas realizar é vital! Aguardem novos posts falando dessas comprinhas boas!

Bom, só queria esclarecer o motivo de eu ter tirado alguns posts ultra íntimos do ar nesse momento. Colocar pra fora o que nos incomoda é bom, já partilhar isso, nem sempre nos faz bem. Precisamos estabelecer limites para que uma coisa boa não acabe se tornando nosso inferno quase que gratuitamente. Se um dia eu me sentir muito à vontade, eu os trarei de volta, mas, nesse instante, achei melhor assim pra mim, ok?

Beijoooos! Comentem sempre que quiserem, tá? A troca nos faz bem <3

M.


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